Notícia - Metalúrgicos do ABC querem definição do negócio entre Ford e Caoa

Diante da indefinição do negócio entre Caoa e Ford, os Metalúrgicos do ABC pediram uma audiência com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), além de cobrar uma ação efetiva do governo do Estado de São Paulo.

O diretor executivo do Sindicato e CSE na Ford, Alexandre Colombo, explicou que a representação dos trabalhadores está atenta ao andamento das negociações.

“Estamos acompanhando e cobrando uma definição de todos os envolvidos. A última informação que temos é que a negociação entre Ford e Caoa continua”, afirmou.

O governador, em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, no dia 3 de setembro, disse que acompanharia pessoalmente e que, em 45 dias, estaria concluído o processo. “Porém, até agora, isso não aconteceu e nos estranha muito a última declaração dele dizendo que agora o negócio é uma relação de privado para privado”, criticou.

“O governador deveria ter chamado o Sindicato para colocar os motivos de o negócio não ter saído ainda, pois as declarações que ele fez de que manteria o nível de emprego na região gerou uma expectativa e ansiedade enormes nos trabalhadores. O governo não pode se eximir das suas responsabilidades, até porque o fechamento da fábrica da Ford gera desemprego e um impacto em toda a região e no Estado”, disse.

O dirigente Adalto de Oliveira, o Sapinho, da coordenação do CSE na Ford, ressaltou que, durante todo o período, o Sindicato teve diversas reuniões com a Caoa para tratar do aproveitamento da mão de obra impactada pelo fechamento da fábrica da Ford.

“O compromisso assumido pela Caoa é que, se o negócio for concretizado, o processo de seleção será feito com os ex-trabalhadores Ford. Fiquem atentos às orientações do Sindicato”, reforçou.

“Já conversamos com a Caoa questões como a convenção coletiva, tabela salarial, PLR, e fizemos todos os esforços possíveis para que houvesse entendimento nesses pontos para que o negócio fosse fechado. Da parte dos trabalhadores, não há nenhum ponto que poderia travar o negócio entre Ford e Caoa”, explicou.

Além disso, o Sindicato enviou na segunda-feira, dia 4, o pedido de audiência ao BNDES após informações desencontradas sobre o pedido de financiamento da Caoa.

“Queremos esclarecimentos sobre o processo, que impacta a vida de milhares de pessoas. Também queremos reforçar a importância do financiamento para aquisição da planta da Ford para a indústria nacional, para a geração de empregos e para o desenvolvimento do Brasil”, concluiu.

Valeu, companheiro Rafael!

Rafael Marques se desligou da Ford na última segunda-feira, dia 4, onde trabalhou por 32 anos e 11 meses. Foi cipeiro, Comissão de Fábrica e CSE na Ford; secretário-geral, vice-presidente e presidente do Sindicato.

O presidente dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, destacou o compromisso de Rafael com a categoria.

“Em todos esses anos, lutamos lado a lado na defesa dos trabalhadores e das trabalhadoras, aprendemos e crescemos um com o outro. Seu compromisso sempre foi garantir e ampliar os direitos dos metalúrgicos do ABC e lutar por uma sociedade mais justa.

O reconhecimento dos companheiros e companheiras da categoria foi demonstrado inúmeras vezes ao longo de toda sua trajetória.

Rafael é um grande companheiro. Ele continua tendo desafios importantes à frente do TID-Brasil. Lutamos juntos e continuaremos a lutar sempre. Ele sai da fábrica, mas não sai da luta.”


Fonte:  cut - 08/11/2019


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